Das imagens para as palavras
- Celso Mathias
- 21 de fev.
- 1 min de leitura
A minha obra literária nasce do mesmo gesto que eu conduzo o meu pincel: observar, sentir e traduzir o invisível. Com mais de quatro décadas dedicadas à arte, eu amplio a minha linguagem para além da tela e transformo palavra em cor, silêncio em paisagem, memória em narrativa.
Meus livros não são apenas publicações — são extensões da minha pintura, territórios onde desenho, poesia e pensamento se entrelaçam.
Em O Entrecampo dos Olhos, proponho uma reflexão sensível sobre o espaço invisível entre o que vemos e o que sentimos — uma zona poética de encontro entre percepção e imaginação.

Em Mundos Oníricos, eu atravesso dimensões fantásticas por meio de poesias ilustradas, conduzindo o leitor a paisagens interiores onde sonho e realidade se confundem.

Com Barcos da Urca, eu registro a memória marítima carioca através de desenhos ao vivo, captando a alma silenciosa das embarcações ancoradas e do tempo que repousa sobre a água.

Já em Copacabana Ilustrada, celebro o cotidiano da “princesinha do mar”, revelando cenas urbanas, personagens e atmosferas que transformam o bairro em narrativa visual.

E em Desenhando no Metrô — De Copacabana à Tijuca, eu mergulho no fluxo humano do transporte urbano, registrando passageiros, gestos e instantes fugazes com o olhar atento de quem transforma o comum em extraordinário.

Cada livro é um convite: observar com mais profundidade, sentir com mais presença e atravessar fronteiras entre arte, memória e imaginação.
A minha literatura não apenas se lê — ela se contempla.






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