A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardim...
- Celso Mathias
- 19 de fev.
- 2 min de leitura

"Eu não sou o que aconteceu comigo, eu sou o que eu escolhi me tornar." Carl Gustav Jung
Uma das coisas que eu sempre evitei na minha arte nesses anos todos, foi nunca me deixar cair no AUTOMATISMO.
Vejo muitos artistas caindo nesse abismo e repetindo uma fórmula que em alguma vez deu certo para eles e passando anos, as vezes uma vida inteira fazendo a mesma coisa com muito pouca variação.
Ficam parecendo aquelas lojas de bolos caseiros onde a massa é a mesma e só muda o recheio.
Parece uma repetição automática do mesmo modo de pintar, do mesmo modo de desenhar e do mesmo modo de sentir a vida e de abordar criativamente os temas. A expansão da criatividade exige o tempo todo mudanças de rota e formas diferentes de fazer as coisas. O cérebro tende a minimizar esforço e guardar energia, portanto prefere o tal "Modus Operandi" que para um artista é um tiro no pé.
A curiosidade é o trampolim para quebrar isso. Tentar novas fórmulas de fazer e de criar. Ser um experimentalista, um curioso. Investigar a sua própria mente é ao mesmo tempo difícil, porém extremamente libertador e prazeroso e isso se dá repensando conceitos, ideias e "crenças próprias e limitantes" guardadas desde há muito na infância .
O artista deveria buscar seu próprio universo e não replicar os universos alheios.
Muitos artistas se prendem apenas no acabamento de suas artes, outros nos likes que irão ganhar nas mídias sociais e muitos fazem suas artes já pensando na aprovação alheia. Isso é um erro enorme. Isso cerceia a liberdade criativa e acaba deixando o artista a mercê de uma aprovação que está apenas no futuro e se houver. O artista e apenas ele, deve ser o termômetro de sua própria arte ou criatividade, com excessão de um aprendiz que deve eleger alguém como mestre para levá-lo e despertá-lo para o caminho da excelência artística em um início de uma carreira de arte ou então de alguma influência que ele possa ter.
Portanto, a repetição de uma só maneira de fazer e criar por longo tempo, não deixa espaços para novas descobertas do seu próprio universo, que é único e intransferível e que consequentemente poderá destacá-lo dos demais. Celso Mathias 2026






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